A Presidenta Dilma é Keynesiana?

Desde o último acirramento da crise europeia, a Presidenta Dilma Rousseff vem criticando os ditos países ricos por inundar o mundo com moeda, ou seja, esses países estão praticando em demasia a dita cuja política monetária como instrumento de política econômica e esquecendo-se completamente da política fiscal. Primeiro viés keynesiano.

É importante lembrar que a saída da crise de 1929 foi graças muito mais a execução de uma política fiscal expansionista do que necessariamente a política monetária.

Ao reunir os empresários, antes de sua viagem à Índia e do anúncio de medidas do governo, a Presidenta “provocou” os empresários a invocarem o seu “espírito animal” para os investimentos e aumento da renda. Outro viés keynesiano.

Ontem, a Presidenta Dilma mostrou interna e externamente, com o lançamento de medidas de estímulo à economia, que é possível em momentos de crise aplicar políticas monetária e fiscal expansionista com o objetivo maior de manutenção do emprego e geração de renda. Está aí mais um viés keynesiano.

Por fim, em seu discurso afirmou; “o governo reforçou a capacidade de empréstimo do BNDES para que não faltem recursos para nenhuma empresa. Sabemos que o investimento tem efeito multiplicador sobre toda a economia.” A Presidenta entende que através do investimento, tanto público, quanto privado é possível criar um dinamismo maior na economia com a geração de emprego, aumento do consumo e da renda. Essa é a ideia central do multiplicador keynesiano.

Espera-se que esse viés não seja somente praticado em tempos de crise, mas também, em momentos de bonança para ser de fato, uma keynesiana convicta.

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