Retrocesso e consentimento

O golpe militar de 1964 no Brasil foi e, infelizmente, continua sendo, uma parte funesta na política brasileira. Muitos morreram, muitos foram torturados, portanto, seria detestável e terrível comemorar a ditadura militar e, por sua vez, a violação do Estado democrático de Direito, sob pena de plantar-se novas violações.

Pois bem, é justamente isso que parte da polícia militar do estado de São Paulo faz. Com a devida anuência e permissão do governador, Geraldo Alckimin (PSDB), a Rota elogia em seu site o golpe militar de 1964.

Para quem se reivindica um político democrático, teria que minimante tomar alguma providência, já se passaram mais de seis meses de seu governo e nada foi feito, o que nos leva a entender que compactua com o período ditatorial em nosso país.

Além do que, revela que o governo do estado não fará nenhum esforço para manter o direito à verdade, pela memória e pela democracia.

A Presidenta Dilma disse recentemente que não vivemos mais nos tempos das vivandeiras, mas Alckmin parece que estagnou no tempo.

Um comentário sobre “Retrocesso e consentimento

  1. Paulo, olha só, francamente, esse negócio de polícias militares pelos Estados da Federação, num estado democrático de direito, em que vivemos, deveria entrar na Agenda Política e da Sociedade deste país. Brincar de comandante-em-chefe de um “exército estadual” é ao meu ver a única justificativa que ainda mantém essas polícias militarizadas. São extremamente violentas, têm um substrato de corrupção endêmica acima da média de outras organizações públicas, são ineficázeis no controle da violência e como implemendadoras de ações de segurança pública e sequer têm o “poder de polícia” de direito, em vista que compete as polícias civil e federal essa prerrogativa delegada pela autoridade judiciária. Não é do desconhecimento de ninguém, que além de tudo isso, são simpatizantes (olha o caso da polícia militar paulista)do Estado de Exceção.

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