Linhas de crédito para o clima

 O Ministério do Meio Ambiente, em conjunto com o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), lançaram linhas de crédito do Programa Fundo Clima. O objetivo do novo Fundo é apoiar projetos relacionados a ações de mitigação e adaptação às mudanças climáticas e redução de emissões de gases do efeito estufa.

Os recursos do Fundo Nacional sobre Mudança do Clima – Fundo Clima – são provenientes da parcela de até 60% da Participação Especial do Petróleo, recebida pelo Ministério do Meio Ambiente. Os recursos estão divididos em duas modalidades: reembolsável, que será operada pelo BNDES, e não reembolsável, sob gestão direta do MMA.

Em 2011, o orçamento destinado às duas modalidades foi de R$ 230 milhões. Do total, R$ 30 milhões correspondem à parcela não reembolsável, que já entrou em vigor no ano passado, e R$ 200 milhões para a modalidade reembolsável, que estará disponível a partir de agora, com o lançamento da linha de crédito. Para 2012, o orçamento da parcela reembolsável é de R$ 360 milhões.

A nova linha, com o intuito de estimular investimentos privados, municipais e estaduais com maior eficiência do ponto de vista climático, apresenta juros mais atrativos do que os aplicados atualmente pelo BNDES. As novas taxas variam de acordo com os subprogramas, começando em 2,5% ao ano.

Os prazos de financiamento, também variáveis em função da aplicação, chegam a 25 anos – prazo máximo para empreendimentos de transporte urbano sobre trilhos. A participação do BNDES poderá ser de até 90% do valor dos itens financiáveis para todos os subprogramas.

Os subprogramas são os seguintes:

Modais de transporte eficientes – Voltado a projetos que contribuam para reduzir a emissão de gases de efeito estufa e de poluentes locais no transporte coletivo urbano de passageiros, bem como para a melhoria da mobilidade urbana nas regiões metropolitanas.

Máquinas e equipamentos eficientes – Financiamento de máquinas e equipamentos novos e nacionais com maiores índices de eficiência energética.

Energias renováveis – Voltado para investimentos em geração de energia a partir da energia eólica em sistemas isolados, do uso de biomassa, dos oceanos e da radiação solar, além de projetos de desenvolvimento tecnológico e da cadeia produtiva desses setores.

Resíduos com aproveitamento energético – Apoio a projetos de racionalização da limpeza urbana e disposição de resíduos com geração de energia nas cidades-sede da Copa do Mundo ou em suas regiões metropolitanas.

Carvão vegetal – Destinado a investimentos voltados à melhoria da eficiência energética na produção de carvão vegetal.

Combate à desertificação – Projetos de restauração de biomas e de atividades produtivas sustentáveis de madeiras nativas, fibras e frutos na região Nordeste.

A Bolsa de valores vai se recuperando

A bolsa brasileira ao que tudo indica parece estar “voltando à vida normal†em 2012, após o péssimo ano de 2011.

Uma das razões para este ânimo é que a BM&FBovespa estima que, aproximadamente 40 empresas irão realizar a famosa “oferta inicial de ações†nesse ano.

Para confirmar esse otimismo, basta observar um trecho do relatório do banco Itaú em que afirma o seguinte: “A melhora na perspectiva econômica, no fluxo de capitais estrangeiros e uma redução na percepção do risco estão estimulando o apetite por ofertas de ações no mercadoâ€.

Além do que, o Ãndice Bovespa, que reúne as principais ações da bolsa brasileira, subiu 33,6% desde agosto do ano passado. Só em janeiro, a alta foi de 11%. Para estrangeiros, a situação é ainda melhor, porque eles ganham também com a queda do dólar.

Avaliadas na moeda americana, as ações brasileiras subiram 20% em janeiro. Em se confirmando esse cenário, a tendência é de queda da moeda americana em relação ao Real. Resta saber como e quando o Banco Central intervirá no mercado de câmbio…

Quarta-feira de cinzas…

Acabou o carnaval… Estamos vivendo uma fantasia ou voltamos a realidade?

Na charge de Rico

Problemas e desafios latino-americanos

É fato que a dívida pública dos países latino-americanos caiu drasticamente e seu perfil e composição ficaram mais equilibrados, no que diz respeito as receitas fiscais houve aumento da taxa de imposto média e os menores pagamentos de juros tem gerado espaço fiscal significativo para a manutenção do gasto público social.

No entanto, os investimentos na América Latina e no Caribe não são apenas altamente voláteis, mas também nos períodos de retomada do ciclo de negócios não se consegue recuperar a intensidade de sua queda na fase de contratação. O investimento privado tem sido lento e o público tem diminuído.

Na América Latina a formação bruta de capital fixo, investimentos, representa cerca de 20% do produto interno bruto (PIB), enquanto em alguns países da Ãsia-Pacífico chega a 40%.

Os investimentos na região devem ser destinados a melhorar a infraestrutura, para aumentar a pesquisa, ciência e inovação, e, ao mesmo tempo, encorajar os bancos a desenvolver e promover no financiamento de indústrias mais limpas do ponto de vista ambiental.

Neste sentido, a política fiscal deve contribuir para o crescimento econômico estável a longo prazo através de investimentos em capital físico, humano e inovação. Além de ter uma estratégia claramente redistributiva com alíquotas progressivas.

Retorno

O retorno do feriadão… Mas com muita vontade de ficar…

Na charge de Waldez

Redução do crescimento econômico

As estimativas, ainda provisórias, da OCDE (Organização para Desenvolvimento e Cooperação Econômica) a respeito do PIB (Produto Interno Bruto) dos países membros da entidade, em torno de 34 países, incluindo o Brasil, sobre o último trimestre de 2001 demonstram que ocorreu uma desaceleração acentuada de 0,1% no quarto trimestre de 2011, contra 0,6% no terceiro trimestre do mesmo ano.

Nos Estados Unidos, o crescimento do PIB acelerou para 0,7% no quarto trimestre de 2011, em comparação com 0,5% no terceiro trimestre, enquanto no Japão o PIB diminuiu 0,6%, após a forte recuperação técnica (1,7%) no terceiro trimestre.

Na área do euro e da União Europeia, o PIB também caiu, de 0,3%, pela primeira vez desde o segundo trimestre de 2009. Dentro da Europa, o PIB caiu em todas as grandes economias, com excepção da França, onde o crescimento do PIB desacelerou ligeiramente, para 0,2% em comparação com 0,3% no terceiro trimestre.

 Na Alemanha e no Reino Unido o PIB se contraiu 0,2%. Na Itália, o PIB se contraiu em 0,7%, o declínio trimestral consecutivo. Comparado com o mesmo trimestre de 2010, o crescimento do PIB foi menor, de 1,3% no quarto trimestre de 2011 na área da OCDE, contra 1,7% no trimestre anterior.

Entre as principais economias que participam da OCDE (Alemanha, Canadá, Reino Unido, Japão, Itália, Estados Unidos e França), a Alemanha registrou a maior taxa de crescimento (2,0%) e no Japão a mais baixa (menos 1,0%). Para o conjunto de 2011, o PIB na área da OCDE cresceu 1,8%, ante 3,1% em 2010.

Rio já está preparado para a Copa de 2014

Segundo pesquisa da Riotur, para este ano, tem-se uma previsão que a cidade do Rio de Janeiro receba no Carnaval 850 mil turistas, sendo 250 mil estrangeiros, entretanto, a previsão pode ser superada já que, no ano passado, foram estimados 740 mil visitantes e atingiu a marca de um milhão de turistas. Com estimativa de receitas de R$ 1,2 bilhão. Os setores mais beneficiados, são o transporte (32% do total), alimentação e bebidas (29%) e de eventos e compras(29%).

O setor hoteleiro, por exemplo, a expectativa é de que a ocupação chegue a 96% – a média é de 83%, no verão carioca. Hoje está em 91%. O dado é parecido com o do ano passado, quando os hotéis tiveram 95% de seus quartos ocupados.

Com esses números, já se pode ter uma ideia de que a cidade já está preparada para a Copa do Mundo de 2014. Em 2010, na Ãfrica do Sul, 3,178 milhões de pessoas estiveram no país, distribuídas em nove cidades.

A cerimônia de abertura da Copa, no Soccer City, em Johannesburgo, recebeu 91 mil pessoas e a de encerramento, 89 mil. O novo Sambódromo terá a capacidade de 70 mil pessoas, sem falar no público que desfila nos blocos de rua e assiste às agremiações dos grupos C, D e E na Zona Norte. Além disso, há investimentos previstos do governo municipal para a organização da Copa de 2014 no valor total de R$ 27 milhões.

E, é bom lembrar, nessa comparação entre carnaval e Copa do Mundo, o Rio de Janeiro já está calejado em organizar eventos de grande porte, pois se prepara para o carnaval todo ano e o ano inteiro.

Fantasia

A fantasia de alguns políticos nas próximas eleições…

Na charge de Pelicano

A eleição e a Copa do Mundo

Por Marcos Coimbra – Da Revista CartaCapital

Salvo em condições excepcionais, as eleições nunca são dominadas por um só assunto. É o que torna inútil a procura do “tema†da eleição, a que se dedica parte da mídia toda vez que nos aproximamos de uma.

Como os eleitores não são homogêneos, vivem vidas diferentes e pensam de forma diferente. Imaginar que suas preocupações e expectativas são iguais não faz sentido.

As eleições municipais, como as que teremos neste ano, acontecem em 5,6 mil lugares distintos, cada um com problemas específicos aos olhos de seus moradores. Pouco importa aos eleitores de duas cidades vizinhas se, em ambas, a principal preocupação é a saúde pública. O que lhes interessa é o que acontece onde vivem, a feição particular que a questão assume ali.

Pensam corretamente. Se a escolha que o eleitor tem de fazer é a respeito de quem vai chefiar a administração local (ou integrar a Câmara de Vereadores), que importância teria o fato de a cidade ao lado atravessar problemas parecidos?

Questões nacionais produzem efeitos que dependem das características e peculiaridades de cada lugar. Por isso, não afetam de maneira uniforme a escolha dos ocupantes de cargos nos estados e municípios.

É na eleição de presidente da República – a única em que todos votam para o mesmo cargo – que faria sentido buscar a convergência dos sentimentos e da agenda dos eleitores do País. Mesmo nelas, porém, não se vai longe nesse esforço. Normalmente, apenas coisas triviais são comuns a pessoas tão variadas quanto os brasileiros.

Há exceções. Se algo muito significativo atingir o conjunto do eleitorado, a eleição passa a girar em torno dele. Torna-se focada, e qualquer outro tema perde relevância. Por mais que alguns candidatos tentem, não conseguem fazer com que a maioria dos eleitores se desligue daquele assunto.

A eleição de 2014 pode se tornar uma dessas.

A Copa do Mundo de futebol talvez faça com que nossas próximas eleições presidenciais sejam monotemáticas. Ela pode ser a grande – possivelmente, a única – coisa que discutiremos.

Em outubro de 2014, a Copa já terá terminado e o que menos importará para nossa discussão será o desempenho da Seleção Brasileira. Poderemos ser hexacampeões do mundo ou ter apresentado uma performance abaixo da expectativa, que a eleição pouco será afetada. Apesar do fato de o Mundial ser realizado depois de muitos anos no Brasil.

Nesse quesito, ela será igual a todas as outras, que tiveram impacto eleitoral insignificante, apesar de sempre se especular que as vitórias são benéficas para o governo e as derrotas para as oposições (sem que se explique o por que, pois é tosco o argumento de que “povo aborrecido vota na oposição†e “povo satisfeito vota no governoâ€).

O que importará em 2014 será outra copa, na qual estará em jogo a competência nacional para sediar o evento. Sair-se bem nela contará mais, para muita gente, que o resultado esportivo. Um vexame nos gramados será mais facilmente esquecido do que uma Copa com falhas de organização.

Faltando pouco mais de dois anos para o seu início, o panorama não é tranquilizador. São reais os riscos de que alguma coisa não dê certo, das inúmeras que podem acontecer.

Se houver problemas, os culpados não serão os governos estaduais e as prefeituras. Nem os serviços públicos de segurança e saúde. Nem a CBF e a Fifa. Nem as empresas responsáveis pelas obras nos estádios, nos aeroportos, nas telecomunicações e nos transportes. Nem a infraestrutura hoteleira e a turística.

A responsabilidade será do governo federal e da presidenta. Qualquer coisa negativa que ocorrer será debitada na sua conta.

E podemos apostar que nossa mídia fará seu máximo para que a culpa caia no colo de Dilma. Que, dois meses depois, disputará sua reeleição ou estará no palanque do candidato do PT.

Se já houve eleições “temáticasâ€, a de 2014 pode superar todas na centralidade de um assunto. A Copa tem, no entanto, grande chance de ser um sucesso. Isso não resolverá a eleição em favor da continuidade. Mas vai ajudar (e muito). Por via das dúvidas, bem faria o governo federal se a tratasse como prioridade absoluta.

Carmen Miranda – Mamãe eu quero

Para esse domingo de carnaval…

Carmen Miranda – Mamãe eu quero

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